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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

tarde de segunda feira trabalhosa

O sol voltou acompanhado do seu amigo frio. Aqui em São Chico/RS parece que o frio é presença constante, totalmente dependente da nossa companhia. Tá difícil ter um amontoado de dias quentes. Mas... como não dá para viver só de esperança e expectativas seguimos em frente com nossas blusas de lã e moletons mais grossos.


Tô dando uma mão para o Espaço das Associações, Chico Viale e dos Artesãos de São Chico, para divulgar o trabalho de todos, convidar as pessoas para que conheçam este espaço que mescla solidariedade e artesanato.

Maria Rita tem me ajudado a fazer os saquinhos com milho para distribuir nos hotéis de São Chico. A ideia é convidar o visitante a passear no Lago São Bernardo, alimentar os gansos e depois conhecer nosso espaço. Tem dado certo! E se a pessoa for direto no nosso Espaço querido ganha lá o seu saquinho!!! Agradar os outros é bom... e dá trabalho! É um tal de fazer fuxico, colar fuxico em prendedor, encher saquinho, fechar tudo, levar no hotel, ufa! Mas é tão bom ver as pessoas felizes no Lago. Eu caminho diariamente ali e anonimamente fico observando a reação das pessoas que têm saquinhos pardos na mão. É muito legal!


Parece que a energia muda no local. Parece que as pessoas esquecem a pressa, a correria, a perfeição. Podem apenas dar milho aos gansos e observar, sentir. O objetivo era aumentar a visitação da nossa loja, mas sem querer querendo estamos colaborando para que bons momentos aconteçam, em família. Ajudar sempre faz bem. Mimo sempre faz bem.
Eu me divirto com o lúdico, com esta situação do brincar, do jogar. Ser assim torna a vida mais leve. A ideia dos quadradinhos vermelhos, chamando a atenção para a necessidade de mais doadores de sangue, através da Associação Chico Viale, veio disto. De uma necessidade de suavizar a vida, de suavizar a doação de sangue. Tocar num assunto sério com leveza, com um espírito bricalhão, mas responsável.

E assim chegaram cerca de 70 quadrados aqui em casa.


A ideia inicial de coloca-los no aramado em frente a nossa casa, presos um por um, não vai dar! Os trabalhos estão lindos demais para deixarmos expostos na chuva. E outra: estão pedindo para expor os quadradinhos em outras cidades. Então estou costurando eles como uma grande colcha de retalhos. Assim fica fácil de expor, de tirar, de viajar, etc. A partir de meados de outubro os quadradinhos estarão expostos aqui em São Chico. Em novembro irão à Gramado. Dezembro ainda não temos manifestações. E no dia 07 de janeiro de 2012 serão cenário da festa de formatura do meu primo André, em porto Alegre. Então, quem quiser levar os quadradinhos para passear e colaborar nesta campanha de formarmos novos doadores de sangue, pode entrar em contato.

É gente, a vida dá trabalho! Mas se não fosse assim, que graça teria viver?????

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Mudança na idade para doar sangue

No Brasil, 1,8% da população doa sangue regularmente. Mas mesmo assim falta sangue nos hospitais públicos.

O Ministério da Saúde quer aumentar esse número e chegar ao índice considerado ideal pela Organização Mundial de Saúde: 3% da população. A proposta do Ministério é ampliar a faixa etária dos doadores - uma medida aprovada nos Estados Unidos e em alguns países da Europa.

Agora jovens de 16 e 17 anos podem ser doadores, desde que tenham autorização dos pais. A idade limite para doação de sangue também foi ampliada de 65 para 67 anos de idade.

Sejam bem vindos os novos doadores de sangue!!








quarta-feira, 20 de abril de 2011

Todo dia é dia de doador!!!


Todo dia é dia de doar sangue! Betina colocou a sua camiseta da Associação Chico Viale e lembrou do feriadão que está começando, da necessidade que o Hemocentro tem em manter os estoques de sangue regularizados. E lá foi ela, com a sua carteira de identidade, sua boa vontade e solidariedade. Parabéns Bettina!

Betina fez a doação, pediu para fotografar e ainda nos mandou a foto! Faça a sua e mande para nós! Se veja aqui no blog da Chico Viale.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Depoimento de uma doadora de sangue de primeira viagem

A quinta-feira (07 de abril), em São Francisco de Paula, começou bonita, com sol e friozinho. E eu super ansiosa.


A unidade móvel do HEMORGS se preparava para sair do Hotel Cavalinho Branco e estacionar na sede da Associação Chico Viale. Estava para iniciar um dos dias mais lindos que já vivi...

Depois de quatros anos tentando ser doadora (o primeiro impedimento foram os antidepressivos. Depois veio a gravidez da Maria Rita, cesariana, etc), enfim chegou o dia.



Com carteira de identidade na mão preenchi a ficha de cadastro, com informações básicas, como endereço, telefone, número da identidade. Tudo muito simples e rápido.



Depois vem a parte dos sinais vitais: pressão arterial, temperatura e pulso. É preciso que tudo esteja equilibrado e em ordem. Pessoas hipertensas podem doar sangue, contanto que estejam tomando o remédio que controla a pressão, de maneira correta. Pressão estabilizada é quase garantia de doação.

Digo quase, porque existem outros fatores que contam. Depois desta fase é feito o teste de hemoglobina (através de furadinha hiper rápida no dedo), para conferir a quantidade de hemoglobina no organismo. Este é o teste de Anemia. O meu deu ótimo!!! Viu como é importante se alimentar bem?

Depois vem a entrevista, onde perguntam se a gente está gripado, se teve alguma doença a pouco tempo, quantos parceiros sexuais tivemos em um ano, se estamos tomando remédio, como foi nosso sono na noite anterior, se fizemos cirurgia, etc. Nesta fase é importante ser sincero!!!

E depois vem a parte mais esperada... e temida! e ANTES DA FOTO DA DOADORA VAMOS FAZER UMA PAUSA PARA UMA REFLEXÃO!!!

Muita gente não doa por medo da agulha. Eu também tinha muito medo. E sabe quem me ajudou a ser corajosa, a enfrentar meus medos? Minha filha, Maria Rita, de apenas dois anos. Por ela eu fiz exames de sangue regulares no pré natal. Por ela eu fiz uma cesariana, coloquei soro, fiz anestesia. Por amor a ela eu mostrei sorrisos quando ela precisou enfrentar as agulhas de exames de sangue e vacinas. Por que ter medo de uma agulha, se eu já enfrentei dores muito maiores?  E foi pensando assim que eu superei o medo da agulha.


Eis a foto da pessoa mais feliz no mundo: eu, Patrícia Viale, agora doadora de sangue.



Desde ontem eu me sinto mais realizada como pessoa, assumi de corpo e alma uma causa que escolhi de coração. A vida parece mais completa. E tudo com um gesto super simples: eu estiquei meu braço.

A doação é rápida. Dá para conversar. A picada da agulha é tão pá, pum, que não dá para lembrar da dorzinha. O pensamento focado nos outros faz com que nada nos atinja. É um momento de doação, é um momento de agradecer por poder fazer o bem, por estar vivo. O sangue circulando é o maior sinal de vida dentro de nós!!


Depois foi fazer o lanche, conversar com o pessoal, descansar e pronto. Vida retomada. E a certeza de que ajudei alguém a ter mais uma chance de viver. E vou falar uma coisa: eu tava tão feliz, mas tão feliz, que aquela bolsa de sangue foi super energizada. Quem estiver recebendo aquele sangue A super  positivo vai se recuperar rapidinho!!!!!

Sangue super energizado de emoções positivas!!!!
É isto aí: este é o depoimento desta doadora, que superou o medo da agulha e realizou um sonho: doar sangue!!!
Dados da 8° Campanha de Doação de Sangue, em São Francisco de Paula:

106 doadores cadastrados
18 doadores inaptos
88 bolsas de sangue coletadas



quinta-feira, 24 de março de 2011

Novo chamado para doadores de sangue, em Porto Alegre



Alex Venturini da Rosa, está com leucemia e precisa de muitas bolsas de sangue para o seu tratamento. Estamos chamando doadores no banco de sangue do Hospital São Lucas da PUCRS (2ºandar).

O horário de doação é de segundas às aextas-feiras, das 8h às 18h30min e nos sábados: das 8h às 12h (exceto feriados).

Para doar você precisa levar a carteira de identidade e dizer que está doando para Alex Venturini da Rosa.

Telefone para Informações: (51) 3320.3455

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Parceria com a Escola Castelli

A parceria entre a Associação Chico Viale e a Castelli Escola Superior de Hotelaria (em Canela) começou em novembro de 2008. A Virgínia Reginato e a Claudia Jahnke entraram em contato e nos convidaram para fazer uma palestra para os alunos da Escola. A idéia era contar sobre a Associação, sobre a doação de sangue e o cadastro de doador de medula óssea. Realidades, muitas vezes, distantes das nossas.

Eu estava grávida da Maria Rita, muito sensível, barriga grande, pés inchando e muito cansaço. Faltava pouco para ela nascer. Aceitei fazer a palestra, mas fiquei muito nervosa. Para completar deu problema no computador e não consegui montar uma apresentação.

Pessoal concentrado e muito atento, cheios de perguntas
Quando cheguei no salão lá estavam mais de cem pessoas, entre alunos e professores. Todos uniformizados, de terninho, de terno e gravata. E eu num vestido bem folgado e calçando um "crocks", o único sapato que ainda servia nos meus pés inchados. Criei o hábito de sempre chamar o anjo, que me inspirou a criar a Associação, antes de qualquer palestra pela Chico Viale. E assim o chamei. E senti meu irmão. Parecia que ele estava lá no cantinho sorrindo. Peguei o microfone e cheguei mais perto das pessoas. Olhei para cada um deles como amigos, como salvadores de vidas. Eu sempre faço isto: olho nos olho. E é assim que as almas se abrem.

Maria Rita já participava de palestras, dentro da barriga
Me emocionei. Mas consegui explicar tudo, tirar dúvidas, anotar nomes, rir um pouco, quase chorar e agradecer ao Universo pela oportunidade de estar ali, junto àqueles jovens todos, que hoje estão fazendo as suas escolhas de vida. Eles me fizeram lembrar meu irmão; a juventude deles, a determinação, a vontade de chegar à algum lugar.

A Virgínia, meu contato inicial na Castelli, disse que os alunos queriam ser doadores, se interessaram em ajudar. Mais emoção! Naquela palestra eram poucos os que conheceram o Francisco. Eles se sensibilizaram foi com a causa. Isto é lindo demais! Eu posso, e devo, lembrar do meu irmão, mas não fazer tragédia com o fato.

À noite, estrelas e calorzinho. Estou bem.

Olha o depoimento da Ingrid, voluntária da Chico Viale

A Ingrid, do blog Desconstruindo a Mãe, é também voluntária da Associação Chico Viale. Na última quarta-feira, além de voluntária na Quarta Solitária, ela foi também doadora. Para ver as fotos clique no título ou no link do blog da Ingrid (acima).Acompanhe o depoimento dela e se inspire...

"Quarta Solidária: Fazendo um Pacto de Sangue com a Vida



Quarta-feira, Fevereiro 23, 2011


Numa quarta-feira cinzenta e úmida, 25ºC, em torno de 200 pessoas, antes das 16hs, já haviam respondido ao nosso chamado: venha doar sangue!

Esse pedido tem sido feito mês a mês através das ondas da Rádio @PopRockFM numa parceria com a Associação Chico Viale. Sim, nós pedimos que você tire 10 a 20 minutos do seu dia a cada 3 meses para doar a possibilidade de ter mais saúde, portanto mais tempo de vida a várias pessoas. Uma bolsa de sangue doada significa a chance de ajudar até 4 pessoas, como sempre repito.


Ok, vocês podem dizer... o que essa postagem tem de diferente das outras em que falei do tema DOAÇÃO DE SANGUE?
Confesso que houve tardes inteiras em que fiquei lá na frente do Hemocentro me sentindo inútil ao esperar pelas pessoas responderem ao chamado que sempre temos feito. De, no máximo, entrarem 3, 4 pessoas. O dia era frio. Ou nublado, ou muito bonito pra se perder tempo com pensar em coisas tristes como pessoas hospitalizadas pedindo urgentemente por doadores.


Nós temos hoje a satifação de poder dizer que as pessoas estão vindo ao Hemocentro do Rio Grande do Sul e continuam voltando. Isso significa que elas estão aderindo à causa! Elas não apenas estão aparecendo por curiosidade de conhecer os comunicadores da Rádio, pedir adesivos e camisetas, mas estão se engajando! Sentem-se felizes pela primeira doação e voltam a cada 3 meses!


Mas ainda somos poucos doadores voluntários perto da demanda que um Hemocentro tem, já que ele atende a tantas instituições em todo o estado, especialmente hospitais públicos. E uma pessoa geralmente não necessita apenas de uma única bolsa de sangue para transfusões, cirurgias, tratamentos para leucemia, enfim, uma infinidade de utilidades que o sangue tem.
E é por isso que desejo agradecer o apoio de cada doador voluntário e de cada comunicador dessa nossa querida Rádio Pop Rock que persistem em acreditar que inserções diárias de poucos segundos podem modificar a situação sempre complicada dos estoques de sangue.
Se a desculpa para não doar é falta de tempo ou distância porque o Hemocentro do Rio Grande do Sul fica na Avenida Bento Gonçalves, 3722, não se preocupe: há muitos hospitais e bancos de sangue que recebem o material em todo o Brasil.


Aqui estão alguns links:


hptp://www.hemocentro.rs.gov.br/hmc3.php?id=hemorrede


http://www.doemedula.com/hemocentros "



quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Questionada lei em favor de doações

Uma lei que libera a entrada de doadores de sangue em eventos culturais, shows e também nas salas de cinema de Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, está gerando polêmica.

A lei é de 2008, mas os usuários do cinema passaram a aproveitar dela há poucos meses, depois d eampla divulgação na imprensa local.

Se por um lado a lei estimula a doação, por outro, estaria reduzindo o lucro na porta do cinema. O dono do cinema da cidade afirma que é prejudicado diariamente pela medida. Em dia de estreia, às vezes chega a distribuir 16 ingressos, numa sala de 130 pessoas.

O proprietário do cinema está tentando convencer os vereadores a modificarem a lei, sugerindo que os doadores paguem meia entrada, como os portadores de necessidades especiais, os idosos e os estudantes. O presidente da Câmara descarta qualquer mudança.

Mais informações: http://www.camarasantacruz.rs.gov.br/expediente/noticiacompleta.asp?ID=158 e http://wp.clicrbs.com.br/editor/2011/02/01/polemica-a-vista/?topo=13,1,1,,,13

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Para doar sangue vá de ônibus

A Companhia Carris, em Porto Alegre, ampliou o Projeto Linha Solidária, que fornece transporte garatuito a moradores de comunidades até os principais hospitais da capital para doação de sangue. Isto mesmo: para ir doar sangue você tem transporte gratuito!

O serviço funciona com agendamento prévio e funciona duas vezes por semana e excepcionalmente aos sábados.

Maiores informações e agendamento pelo (51) 3289-2122 ou pelo email linhasolidaria@carris.com.br

Que tal agendar seu transporte e ajudar nos dois casos mencionados na postagem anterior?

domingo, 23 de janeiro de 2011

Primeira quinzena de janeiro de 2007

2007 tinha tudo para ser o ano perfeito. Eu, ao menos, pensava isto. Eu iria trabalhar com meu irmão, o Chico, levantando material e escrevendo livros sobre turismo. Era verão. O Francisco tinha sido promovido, fez 28 anos no dia 09 de janeiro. Era uma tarde quente. Eu e nossa mãe (Eloisa) fomos cumprimentá-lo em Gramado. Ele nos convidou para tomar um sorvete lá na Velha Bruxa, no centro de Gramado. Chamamos nossa irmã, a Cintia. Tinhamos perdido nosso pai fazia quase cem dias. Lá estávamos os quatro tomando sorvete, contando sobre os planos de cada um, rindo e sequer desconfiando do que o destino tinha planejado para nós.

Na hora de ir embora, o Francisco sentou no banco do frente, nossa mãe dirigia, eu e a Cintia no banco de trás. Ele ficou no hotel em que trabalhava e a Cintia passou para o banco da frente. Eles se abraçaram. Eu abanei para o meu irmão.

A Cintia e o Francisco moravam em Canela, encostado em Gramado. Eu e nossa mãe, em São Francisco de Paula, uns 40km de distância. Eles ficaram e nós fomos para as nossas casas. No meio do caminho senti algo estranho e comentei com ela: "Eu não me despedi do Francisco". Ela respondeu: "E daí? Logo vocês se encontram". Minha resposta ficou no pensamento: "Eu não vou reencontrar o meu irmão".

Provavelmente a minha intuição estava me dando um sinal do que vinha pela frente.

No dia 12 de janeiro, sexta-feira, era a formatura de um primo nosso, em Porto Alegre. Eles iriam. Eu não. Na época, eu e o João (meu marido) tinhamos um bar em São Chico, a Casa Etílica. Uma semana antes tinhamos sido assaltados, na saída de mais uma noite de trabalho, com revólver na cabeça e muito terror. Não havia ânimo para ir a uma festa. Além disto, algo me dizia que eu tinha que ficar perto da nossa mãe. E eu fiquei.

No dia 13, antes da sete da manhã, acordei com mal estar. Fui até a janela e vi o tempo fechado de cerração. Um aperto no peito e pensei: "Droga, mais um dia cinzento, não vai dar para tomar banho de sol". E o aperto continuava. Voltei para a cama e dormi mais um pouco.

Perto do meio-dia, o telefone da minha mãe tocou. Era a polícia rodoviária. Perguntaram se ela era a mãe do Francisco, que o telefone tinha sido encontrado no carro e que ele estava no HPS de Canoas, em função de um acidente de carro.

O mundo parou. O mundo caiu. Alguma coisa muito grave tinha acontecido.

Em minutos lembrei os telefones de quase todos os parentes. A Cintia, que ainda estava em Porto Alegre, foi para o HPS com toda a família, que tinha ido à formatura. O Francisco saiu da festa e foi direto para a estrada. Ele queria amanhecer na praia. Aproveitar o final de semana, pois tinha sido promovido e sabia que o trabalho dali em diante seria mais puxado. Só que o Francisco estava cansado e dormiu na direção. O carro entrou debaixo de um caminhão. O Francisco estava internado no HPS, de Canoas, com esmigalhamento na carótida (o que não permitiu oxigenamento ao lado da cabeça que não fora atingida) e amassamento no outro lado da cabeça.

Quando fomos avisados do acidente, o Francisco já estava na mesa de cirurgia. E aqui começa a história da Associação. Naquele sábado era dia de coleta de sangue do HEMORGS (Hemocentro do RS) no HPS. Tudo parecia ser um dia normal. Na cirurgia, o Francisco precisou de 40 bolsas de sangue e plasma. Conforme conseguíamos avisar as pessoas sobre o acidente, parentes e amigos corriam para o Hospital e já doavam sangue. O problema maior foi a festa na noite anterior, onde muitos tinham bebido e só poderiam doar sangue doze horas depois. Nós não sabíamos disto.

Os médicos ora davam esperanças, ora diziam que a morte dele era questão de instantes. Nem é preciso dizer que o desespero tomou conta de todos. Quando uma pessoa de 80 anos está para morrer é possível manter a calma. Ela viveu e nós sabemos que quem fica velho, morre. Mas um rapaz de 28 anos, cheio de saúde, receber a notícia de que ele está para morrer... nem tudo o quê queremos pode acontecer. Precisamos acreditar mais na vida e no seu sentido misterioso. Precisamos deixar a vida falar conosco.

domingo, 28 de novembro de 2010

Doadores em Gravataí

Solicitamos 10 doadores de sangue, qualquer tipo, no banco de sangue do Hospital Dom João Becker, em Gravataí. As doações devem ser feitas no nome de Lia Ivone Salvador. Maiores infõrmações pelo pviale@gmail.com

terça-feira, 23 de novembro de 2010

"Ajudar não doí"

Anauê e Ana Priscila, 20 anos e doadoras de sangue
Anauê de Andrade e Ana Priscila Volkart, além do nome iniciado pela letra A, têm algo mais em comum: ambas com 20 anos, moram em São Chico, são estudantes de pedagogia na UERGS e doaram sangue pela primeira vez no dia 17 de novembro.

" A sensação de doar sangue foi muito legal, pois se está ajudando o próximo", conta Ana Prsicila, quando perguntada sobre a sensação de doar sangue. Ana Priscila ainda destaca que tinha medo, mas que depois de ter doado percebeu que não era necessário ter medo. "Teu sangue irá ajudar alguém que realmente precisa", lembra ela. Anauê falou que foi sua primeira vez como doadora. "Confesso que tinha um pouco de medo, porém a vontade de ajudar foi maior", completa Anauê.

A cada campanha de doação de sangue, o número de doadores de sangue de primeira viagem aumenta. "Acreditamos que isto aconteça porque hoje as informações chegam às pessoas, é possível conversar mais, tirar dúvidas e vencer o medo de ser um doador", salienta Maria de Lourdes Peck, assistente social e responsável pelo setor de captação de doadores do HEMORGS (Hemocentro do Rio Grande do Sul).

Anauê e Ana Pricila exibem orgulhosas seus braços e mandam um recado: " A sensação de poder ajudar é muito gratificante e sinceramente não senti dor alguma, nem tontura. Aconselho a todos que quiserem, que doem, pois eu não vou parar mais. Descobri que ajudar não doí", aconselha Anauê.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Quer ganhar uma roupa? Então doe sangue.

Quer ganhar uma roupa? Então doe sangue




Uma grife holandesa chamada The Red Rail cria somente para doares de sangue. Isso mesmo, para vestir a marca é preciso doar sangue!

A primeira coleção foi apresentada na semana de moda de Amsterdam na última sexta-feira e tem 21 peças únicas que serão sorteadas entre doadores de sangue. Funciona assim: nos próximos seis meses, as pessoas podem escolher sua roupa favorita, doar sangue e, em seguida, enviar um e-mail para theredrail@stichtingnobel.nl, listando as doações feitas e informar qual peça gostaria de ganhar. O sorteio será realizado em janeiro de 2011 e as roupas serão adaptadas para atender os vencedores.

Esse projeto foi desenvolvido para conscientizar os jovens sobre a doação de sangue e, assim, conseguir novos doadores. Mais uma boa ideia que une moda e responsabilidade social.

Para saber mais acesse www.theredrail.com

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Conversa com a Marilu

Para quem não conhece, Marilu é Maria de Lourdes Peck, a assistente social do HEMORGS. Ela é a responsável pela captação de doadores, seja lá no hemocentro ou nas campanhas externas. Tempos atrás conversamos muito sobre este trabalho árduo de buscar doadores. Tem dias que o HEMORGS não recebe 20 doadores. As pessoas têm medo da agulha, da contaminação, do desconhecido. A Marilu defende que a melhor estratégia é conversar. "Conversar muito, passar informação, mesmo que já se esteja conversando há muito tempo", completa ela.

Marilu trabalha com sangue há 22 anos, sempre buscando doadores, e enfatiza a importância de trabalhos associativos, como o do Associação Chico Viale com o HEMORGS, que atende 48 hospitais no estado. "Se o Hemocentro não tiver sangue, os hospitais fecham, porque as cirurgias não irão acontecer". Para ela o medo ainda é o maior impedimento para doar sangue e também acredita que o maior incentivo está em nós: depende da gente formar os novos doadores.

Outro grande problema é a saúde do doador. É preciso estar saudável para ser doador de sangue e por saudável entende-se não somente cuidados com o corpo, mas também com a higiene bucal, com a alimentação, com o próprio ambiente.

No Brasil pouco mais de 1% da população geral doa sangue. Se 3 ou 4% desta mesma população doasse sangue regularmente, os estoques de sangue não sofreriam alterações.

Confesso que eu sou uma medrosa, tenho pavor de agulha, mas acho que meu trabalho não terá eficiência enquanto eu não controlar este medo e doar sangue. Então prometi para mim que irei doar sangue na próxima campanha. Tirar 450ml de sangue numa coleta tem de ser menos sofrido do que acompanhar a agonia do meu irmão nos 60 e poucos dias em que ele ficou em coma.

Então vamos nos organizar para doar sangue e se cadastrar como doador de medula óssea. Tá com dúvida? Fala conosco!!!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Dodores de sangue, ATENÇÃO!!!!

Recado da Tânia, mãe do Felipe, da Escola Toca dos Tocos, em Canela - telefone de contato(54) 8113 1167


"minha mãe está precisando de doadores de sangue.

Ela está com um problema na medula óssea e tem recebido sangue e plaquetas com frequência. Isso obriga a nós, familiares, a apelar aos amigos e conhecidos que tenham condições de doar sangue para que ela possa sempre repor o estoque do banco de sangue.

Como devem saber, a doação de sangue é super tranquila, leva cerca de 15 minutos e a gente sai sem sentir absolutamente nada.

Se você ou alguém próximo puder e quiser doar,

segue o nome completo dela para que informem na recepção do Banco de Sangue, do Hospital Moinhos de Vento (na frente do Centro Clínico, ao lado da PanVel, na Ramiro Barcelos, em Porto Alegre), onde deve ser feita a coleta:

- MARIA REGINA VIANA GRECO

(É muito importante informar o nome dela e dizer que a doação está sendo feita para repor o estoque utilizado por ela.)

Se você ainda não é doador e gostaria de saber se pode doar, clique no link abaixo que informa as condições para ser doador.

www.hospitalmoinhos.org.br/content/pacientesevisitantes/doacao-de-sangue.aspx "

A ASSOCIAÇÃO CHICO VIALE AGRADECE O REPASSE DESTA MENSAGEM!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Noiva se casa em Hemocentro para incentivar doação de sangue

Após sobreviver a acidente de trânsito graças a transfusão de sangue, noiva pede doações a convidados em Brasília

A voluntária da Cruz Vermelha Cilma de Paula Azevedo, 37 anos, escolheu um local inusitado para se casar: o Hemocentro de Brasília. Com a cerimônia, realizada no final da tarde de quarta-feira, ela quis chamar a atenção para a importância da doação de sangue. Não por acaso: após um acidente de carro, Cilma conseguiu sobreviver por ter recebido sangue doado ao hemocentro. Em vez de presentes, a noiva pediu aos convidados doações para ajudar de pessoas que necessitarem de sangue.



Foto: Agência Brasil

Cilma e Carvalho se casaram no Hemocentro e pediram aos padrinhos e convidados doações de sangue


Usando um vestido branco, como é tradição, Cilma foi recebida por parentes e amigos no local, normalmente frequentado por pacientes e doadores. “Doar sangue é um ato de amor. Você pode ajudar alguém que nem conhece com uma bolsa de sangue que parece ser tão pequena, mas é algo enorme diante da possibilidade de salvar uma vida”, disse Cilma, após ter dado o sim ao noivo, Francisco da Conceição de Carvalho, de 49 anos.

O noivo lembrou o dia do acidente. Ele viu o momento em que Cilma foi prensada entre dois carros, em frente à sua casa. Ela sofreu ferimentos graves e ficou muito tempo internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular de Brasília. Mal podia falar.

“Nessa época, justamente por causa dos trabalhos voluntários que ela fazia, recebemos muitas visitas de pessoas que queriam ajudar. Isso comoveu Cilma. Como a ideia de casar já era certa, ela me surpreendeu com um bilhete, no qual dizia que nos casaríamos não em uma igreja, mas no Hemocentro”, recordou Francisco.

Antes do início da cerimônia, cinco convidados para a cerimônia doaram sangue e outros 20 agendaram para a próxima semana. Segundo a diretora do Hemocentro de Brasília, Fátima Brito Portela, há muitas outras pessoas precisando de doações de sangue em hospitais. “Esse gesto é um incentivo para muitas pessoas que têm condições de doar e que, por crença, medo ou outro motivo qualquer, não doam. A doação é um ato que dá certo. Cilma é a prova viva disso.”

No final da cerimônia, foram entregues troféus como prêmio para pessoas que doam sangue ou desenvolvem outro trabalho voluntário. Para a subsecretária do Pró-Vida, Valéria Velasco, que recebeu um dos troféus, o bom exemplo sempre sensibiliza. “Casar aqui no Hemocentro é uma atitude para chamar a atenção das pessoas de forma positiva."

Amigo de longa data do casal, o bancário Adaílton França Braga, 47 anos, também recebeu um dos troféus representando os doadores de sangue da cidade. “Eu doo há mais de 11 anos. É um prazer ajudar outras pessoas. Quando vi minha amiga em uma situação difícil, só reforcei algo que já fazia há um tempo. Já vou doar semana que vem, não para Cilma, mas por Cilma e por tantas outras pessoas.” Para doar sangue é necessário ser saudável, ter entre 18 e 65 anos e pesar mais de 50 quilos.

Fonte: Agência Brasil
22/07/2010 16:44 - http://ultimosegundo.ig.com.br/

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Antes do carnaval, a ordem é doar sangue!!!

A Rádio Pop Rock, de Porto Alegre, juntamente com a Associação Chico Viale estarão chamando doadores de sangue, de qualquer tipo, para abastecer os estoques de sangue do HEMORGS (Hemocentro do Rio Grande do Sul), antes do feriado de Carnaval.De 08 a 12 de fevereiro, chamadas na rádio e e-mails estarão informando os já doadores, e possíveis doadores, sobre a importância do banco de sangue estar com um bom número de bolsas de sangue. Infelizmente, os acidentes acontecem nos feriados e os hospitais precisam estar preparados para estas fatalidades.Seja um doador de 08 a 12 de fevereiro, das 8h às 18h, sem fechar ao meio-dia. Doe sangue no HEMORGS (Av. Bento Gonçalves, 3722 - Bairro Partenon - Porto Alegre - RS - Fone: 0XX.51.3336.6755 e ajude a salvar vidas.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Dia Nacional do Doador de Sangue


Amanhã, 25 de novembro, é o dia Nacional do Doador de Sangue. A Associação Chico Viale sugere uma comemoração: repasse este e-mail para seus contatos; procure um banco de sangue ou hemocentro e faça a sua doação de sangue.
Em Caxias do Sul/RS está acontecendo, até 02 de dezembro, a Semana Nacional do Doador, no Hemocentro Regional de Caxias do Sul (HEMOCS).
A Semana do Doador visa aumentar o número de doadores e manter o estoque regular de sangue. O HEMOCS fica na rua Ernesto Alves, 2.260, Caxias do Sul e o telefone é 54 3214.2223.
E se você estiver em Porto Alegre faça a sua doação no Hemocentro do Rio Grande do Sul, na avenida Bento Gonçalves, 3722 - Partenon - Porto Alegre, telefone 51 3336.6755.
Pode doar sangue quem estiver em boas condições de saúde, com idade entre 18 e 65 anos, não estar em jejum, pesar mais de 50kg, não ter ingerido bebida alcóolica 12 horas antes da doação.
Acesse nosso blog (http://associacaocv.blogspot.com/) e saiba sobre as nossas ações. Doe sangue, doe vida.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Doadores de sangue em Caxias do Sul!






Dimas Martin Bohrer está hospitalizado no Hospital Pompéia, em Caxias do Sul/RS. O menino sofreu um acidente e teve ferimentos graves no rosto. Ele está fazendo cirurgias de reconstituição e necessita urgentemente de 50 doadores de qualquer tipo de sangue.




Doe sangue no nome de Dimas Bohrer. Se você não puder doar, passe esta mensagem para outras pessoas.



sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Novas adesões à campanha de doação de sangue para Lisiane Pilger


A Associação Chico Viale, o Sindicato dos Odontologistas no Estado do Rio Grande do Sul (SOERGS) e outras entidades estão empenhadas na campanha por doadores de sangue para Lisiane Grangeiro Pilger.


Lisiane Pilger foi diagnosticada com leucemia, estando grávida de seis semanas, de gêmeos.


Inicialmente ela foi internada em caráter de urgência no hospital Regina em NH e teve que receber várias transfusões de sangue para conter as hemorragias.


Lisiane foi transferida, na última semana, para Santa Casa em PoA/RS, onde iniciou quimioterapia. O tratamento é longo e delicado, pois inclui transfusões de sangue diárias, durante quase 30 dias.


Precisamos de doadores de sangue para repor o estoque do banco de sangue do hospital. PODE SER QUALQUER TIPO DE SANGUE!


Para as pessoas que nunca doaram sangue, saibam que este é um procedimento simples, rápido, sigiloso e seguro, e pode salvar uma vida!Local para Doação:Serviço de Hemoterapia da Santa CasaAv. Independência, 75 - Porto Alegre - RSTelefone: (51) 3214.8025 - Fax: (51) 3214-8585Horário de Atendimento:2ª a 6ª - 7h às 18h00minSábado - 7h30min às 12h.




IMPORTANTE: Informar que a doação de sangue é para a paciente Lisiane Grangeiro Pilger - quarto 7404