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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Hoje tem um cadastro de doador de medula óssea, em uma empresa de Canela. Como Associação Chico Viale, eu serei voluntária no cadastro. Para quem está chegando no blog e não me conhece, eu sou a Patrícia Viale, irmã mais velha do Chico, que leva o nome da Associação.

Confesso que gosto do que faço, mas fico muito nervosa e ansiosa quando tem coleta de sangue ou cadastro de doador de medula óssea. Me sinto bem ajudando, mas também triste. Neste trabalho junto às pessoas, onde várias vezes tenho que explicar o que é a Associação e quem foi o Chico Viale, o coração bate mais forte e muitas vezes a voz engasga. Como cidadã estou bem preparada. Emocionalmente ainda não. Mas não posso esperar ficar forte para trabalhar. Muitas pessoas estão pedindo ajuda e eu não posso me dar ao luxo de amadurecer olhando a paisagem através da janela.

Acho que é assim que se amadurece de verdade: enfrentando, se posicionando, convivendo com medos e tristezas. Acredito que quem enfrenta suas inseguranças não as repete lá na frente. Quando fugimos, lá na frente as inseguranças e medos voltam com outra roupagem.

Ontem fez cinco anos da morte do meu pai. isto também sensibliza bastante. Mas Deus não dá uma mochila mais pesada do que as nossas costas possam carregar. O sol está lá fora e em Canela me aguardam minha irmã, Cintia, e duas grande amigas, a Uxa (que organizou tudo) e a Liane (nossa colaboradora e amigona, que sempre me ajuda quando a voz engasga - ela vai ajudar no cadastro também). Que mais pessoas queiram ajudar quem batalha pela vida!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Pequeno Miguel precisa de um transplante de medula


Em 2004, trabalhei com o meu irmão, o Chico Viale, durante uma semana. Ele era guia turístico da Turistur/CVC, em Gramado, e esta mesma empresa tinha me encomendado uma série de textos sobre seus roteiros. Então fui dar uma de passageira dele, num grupo de inverno, para escrever melhor. Lá conheci a Juliana Martins, que mora em Brasília, e sua família super divertida e querida.

Fazemos amigos sem saber o motivo, mas depois a teia da vida vai se fechando e mostrando o porquê de tanta coisa. Esta semana recebi um email da Juliana. Ela tem um priminho chamado Miguel, com sete meses de vida. Ele tem uma imunodeficiência, que o impossibilita de ter anticorpos. Isto acontece desde o seu nascimento e a cura é um transplante de medula óssea. O pequeno Miguel mora em Goiânia.

E agora você vai perguntar: "mas se ele mora tão longe, se este pedido de ajuda veio de Brasília, como eu, que moro longe de tudo isto, poderei ajudar?" Você pode ajudar muito mais do que imagina. Qualquer pessoa, residente neste mundo pode ajudar. Os bancos de doadores de medula óssea do mundo todo estão interligados (isto é fantástico!!!!) e podemos encontrar um doador em qualquer canto, contanto que as pessoas se cadastrem como doadoras de medula óssea. Se isto não for feito, como encontrar vocês?

Então você pode ajudar, sim!! Pegue a sua carteira de identidade ou um documento com foto e vá ao Hemocentro mais próximo. Chegando lá diga que vocês quer ser um doador cadastrado de medula óssea. Eles pedirão para você preencher uma ficha com seus dados. Você assina tudo e depois coleta cerca de 10ml de sangue (menos que um exame de laboratório). Pronto! Você é um doador cadastrado e suas características genéticas, impressas naquela amostra de sangue, serão batidas com todos os pacientes, como o Miguel, que estão em busca de um doador. Se baterem as características você será chamado para exames mais específicos. Confirmada a compatibilidade, você doa medula óssea, que não é medula espinhal, mas um líquido dentro dos ossos. A coleta é feita com anestesia e tem supervisão médica, sem custos para você. Detalhe: as chances de compatibilidade entre duas pessoas é de 1 em 100 mil. Deu para entender por que precisamos que você se cadastre como doador? Porque precisamos ajudar as pessoas a continuarem vivendo.

Participe desta campanha pela vida: seja um doador de medula óssea cadastrado!!!
 

domingo, 28 de agosto de 2011

Sangue - Entendendo a sua importância




Artigo escrito pela bióloga Liane Röhnelt Ramires


                 A partir de hoje, neste espaço, estaremos partilhando um pouco de nosso conhecimento sobre a fisiologia do sangue, em seus aspectos citológicos, histológicos, genética, compatibilidades, etc., numa linguagem não muito técnica, mas que não se permita nenhum distanciamento da fundamentação científica. Nossa intenção é que todos saibam um pouco mais deste tema, e com isso entendam porque é tão importante o gesto de doação e toda a mobilização necessária para que isso realmente aconteça.

                Não só no homem, mas em todos os animais de maior tamanho e complexidade, muitas células estão bastante afastadas da superfície, e daí a necessidade de um sistema circulatório. O que transita por este sistema é uma solução aquosa, o sangue, que consiste de células em suspensão num fluido claro, amarelado, chamado plasma. As células, juntamente com as proteínas dissolvidas no plasma, conferem ao sangue um bom número de notáveis propriedades, o que comentaremos mais adiante.

                Mas como acontece a produção destas células? Como elas não têm a capacidade de se multiplicarem, como acontece com as células da pele, por exemplo, que conseguem reconstituir o epitélio após uma lesão, as células do sangue dependem de outro tecido para sua produção. E isto acontece no tecido chamado hematopioético, encontrado na medula óssea vermelha, que está presente no interior de alguns ossos (costela, esterno, vértebras, ossos do crânio). Em pessoas jovens, até próximo aos vinte anos, também na extremidade de ossos longos, como fêmur, tíbia e úmero. É na medula que estão as células-tronco capazes de originar todas as células do corpo.

                 
                A parte líquida do sangue, o plasma, perfaz cerca de 55% do volume sanguíneo. Ele consiste de água, proteína e sais minerais, e serve de transporte de oxigênio, alimento, hormônios e excretas. Entende-se por excreta todo o material resultante do metabolismo celular (gás carbônico, uréia, etc). Já os elementos figurados, as células  do sangue, perfazem 45%. Estes elementos são as hemácias (glóbulos vermelhos), responsáveis pelo transporte do oxigênio, os leucócitos (glóbulos brancos), com a função de imunidade e defesa, e fragmentos celulares que são responsáveis pela coagulação do sangue, as plaquetas.

                No corpo de um indivíduo de 70 Kg há cerca de 5,5 litros de sangue. Neste volume, há aproximadamente 45 bilhões de glóbulos brancos, 30 trilhões de glóbulos vermelhos, e 1,5 trilhões de plaquetas.


HEMÁCIAS





Também denominadas glóbulos vermelhos ou eritrócitos, são os elementos mais numerosos do sangue, e duram cerca de 120 dias, sendo destruídos no fígado e no baço. São células circulares e sem núcleo, precisando ser substituídas por novas células produzidas na medula óssea.

                As hemácias são importantes por conterem hemoglobina, proteína com ferro responsável pelo transporte de oxigênio. Esta associação entre a hemoglobina e o oxigênio origina a oxiemoglobina, que vai para todas as células do corpo. Mas ela também se associa facilmente ao gás carbônico, formando, nos tecidos, a carboemoglobina, que é levada aos pulmões. Com este transporte de gases respiratórios, a hemoglobina realiza o intercâmbio entre pulmões e tecidos. No entanto, quando sua concentração no sangue é baixa, temos o que conhecemos por anemia. Suas causas são diversas, como falta de ferro ou de vitamina B12, ou ainda as perdas crônicas de sangue. Sobre anemia conversaremos detalhadamente em um próximo encontro.

                Como curiosidade, vale destacar o aumento do número de hemácias em pessoas que moram em lugares de grande altitude. Pelo que foi comentado acima, fica fácil de entender o porquê. Nestes locais, o ar é rarefeito, com baixa concentração de oxigênio. Logo, o orgnismo produz maior quantidade de hemácias para aumentar a captação do oxigênio e seu transporte às células.

                Em nossa próxima postagem falaremos sobre os leucócitos, os glóbulos brancos, e sua relação com a defesa do organismo.

                Abraço à todos!
               
                

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Mais 45 pessoas cadastradas como doadoras de medula óssea

Enquanto o mundo corre, 45 pessoas (a grande maioria mulheres) foram à sede da Associação Chico Viale, em São Francisco de Paula, para se cadastrarem como doadoras de medula óssea. O número pode parecer pequeno, mas se olharmos a nobreza do ato, perceberemos que grandes mudanças estão a caminho. Existe sim uma grande corrente de solidariedade nos tempos atuais. As pessoas estão sim parando para ajudar o próximo. Em tempos de correria e descaso, dos que só sabem olhar a multidão como um fator de crescimento, a vida insiste em viver.


Broche estrelinha de fuxico vermelho, símbolo da nossa campanha!

Nossa solidariedade à família do menino Ismael Campos Gomes, que mesmo tendo encontrado um doador compatível, não conseguiu um leito no hospital e veio a falecer (mais informações em: http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/06/morre-no-rs-menino-simbolo-de-campanhas-pela-doacao-de-medula.html ). Mesmo que algumas pessoas não percebam a importância de valorizar uma vida, acima de qualquer número, estudo ou resultado, a Associação Chico Viale continuará seu trabalho. De 45 em 45 novos cadastrados estaremos contribuindo para salvar vidas que insistem em viver.


Sandra e Dirce, doadoras cadastradas e voluntárias nas campanhas, com a estrelinha símbolo

Parabéns novos doadores!!!

terça-feira, 14 de junho de 2011

PUC faz cadastro para doador de medula óssea

Nesta quarta-feira, 15 de junho, uma equipe do Hemocentro do Rio Grande do Sul estará na PUCRS das 9h às 12h e das 13h30min às 16h, no prédio 41 do Campus (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre), efetuando coleta de amostras de sangue para o cadastro de doadores de medula óssea. No saguão será realizado o cadastro prévio e a retirada da amostra sanguínea será na sala VIP. As ações integram a Campanha institucional Doe Esperança, promovida pela Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários, Gerência de Recursos Humanos e Hospital São Lucas da Universidade.

Para se tornar um doador a pessoa precisa ter entre 18 e 55 anos e estar com boa saúde (não ter doença infecciosa ou incapacitante). Mais de mil pessoas aguardam atualmente no Estado por um doador de medula óssea compatível, segundo o Hemocentro. (fonte: Assessoria de Comunicação da PUCRS)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

21 de junho - Dia de cadastrar doador de medula óssea


Dia 21 de junho, terça-feira, das 9h ao meio-dia e das 13h30min às 16h, é sua oportunidade de ajudar a salvar vidas. Na sede da Associação Chico Viale (avenida Julio de Castilhos, 898 - São Francico de Paula), voluntários da entidade e do Hospital do município irão se juntar com a equipe do HEMORGS (Hemocentro do Rio Grande do Sul) para cadastrar toda pessoa interessada em se cadastrar como doadora de medula óssea.

O que é preciso para se cadastrar? Ter entre 18 e 55 anos, estar em boas condições de saúde e ter carteira de identidade na mão. A pessoa irá preencher uma ficha com seus dados pessoais e irá coletar cerca de 10ml de sangue. Este pouco de sangue é necessário para levantar as características genéticas do provável doador. Estas características serão batidas regularmente com as dos pacientes que precisam de um transplante de medula óssea.

Em caso de compatibilidade, o doador será consultado sobre a doação. Concordando, um médico irá informar sobre os próximos procedimentos.

Mas o primeiro passo é se cadastrar. Então não perca a oprtunidade de fazer seu cadastro no dia 21 de junho!!!!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Você pode ser um doador de vida

Para doar vida basta se cadastrar como doador de medula óssea. Como se faz isto? Basta ter entre 18 e 55 anos e ter boa saúde. Primeiro você prenche uma ficha com seus dados pessoais, apresenta sua carteira de identidade, fornece telefones de contatos de pessoas conhecidas e assina. Depois é só fazer a coleta de 10ml de sangue.

Pronto, você já é um doador de medula óssea cadastrado.

É importante manter seu cadastro atualizado, informando mudanças de telefone ou endereço. A Associação Chico Viale faz este serviço para vocês. Basta entrar em contato conosco através do email pviale@gmai.com ou pelo telefone 54 9925.5761.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Mariana Eidt não encontra doador compatível

Mariana Eidt, de 27 anos, morreu no início de fevereiro, depois de mobilizar o RS em busca de um doador de medula. A jovem, de Santa Cruz (RS) sofria de Leucemia Linfóide Aguda (LLA) e aguardava por um transplante de medula óssea. Ela estava hospitalizada na UTI do Hospital Ana Nery.

Durante sua luta contra a doença, Mariana, familiares e amigos envolveram toda a comunidade ao promoverem a campanha “Todos por um” para doação de sangue e medula, na tentativa de encontrar um doador compatível. Durante meses, ações de coleta foram realizadas em várias cidades do Estado, chegando a cadastrar 16 mil pessoas em hemocentros.

Em sua luta para mobilizar os brasileiros para o transplante de medula óssea, Mariana chegou a participar, em outubro passado, do Programa Mais Você, da Rede Globo. Lá, falou das dificuldade de se encontrar um doador e da importância de se colaborar nas campanhas em todo o país.

Nas últimas semanas, o Hemovida, do Hospital Santa Cruz, estava recebendo doações de sangue, para as transfusões constantes de sangue e plaquetas, que envolviam o tratamento na UTI.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Cadastro de doadores de medula óssea em Gramado

Saúde faz campanha para doação de medula óssea


A Secretaria de Saúde de Gramado continua inscrevendo pessoas que gostariam de ser doadoras de medula óssea. Desde julho, a secretaria está intensificando o trabalho na busca de doadores. "Muitas pessoas já deixaram seus dados no Centro Municipal de Saúde, aguardando pelo dia 11 de dezembro, quando os cadastros serão efetivados de fato", destaca o secretário Jéferson Moschen.

O Dia do Doador de Medula Óssea é comemorado no dia 14 de dezembro.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Brasil - terceiro maior banco de doadores de medula óssea do mundo

Hoje no Bom Dia Brasil saiu matéria sobre o Brasil, como dos maiores bancos de doadores de medula óssea do Mundo. Estamos atrás somente dos Estados Unidos e da Alemanha. Já somos 1 milhão e 750 mil doadores cadastrados no REDOME (Registro Nacional de Doadores Voluntários). Atualmente são 800 pessoas, no Brasil, na espera por um transplante de medula óssea.

No link abaixo veja a matéria na íntegra.

http://g1.globo.com/videos/bom-dia-brasil/v/brasil-tem-um-dos-maiores-bancos-de-doadores-de-medula-ossea-do-mundo/1328255/#/Edições/20100831/page/2


Felizmente os veículos de comunicação estão dando maior espaço para as campanhas de cadastro de doadores. Quanto mais campanha, mais doadores e mais chance de salvar outras vidas.

Cadastre-se como doador de medula óssea esta semana!! Você pode salvar vidas!!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Conversa com a Marilu

Para quem não conhece, Marilu é Maria de Lourdes Peck, a assistente social do HEMORGS. Ela é a responsável pela captação de doadores, seja lá no hemocentro ou nas campanhas externas. Tempos atrás conversamos muito sobre este trabalho árduo de buscar doadores. Tem dias que o HEMORGS não recebe 20 doadores. As pessoas têm medo da agulha, da contaminação, do desconhecido. A Marilu defende que a melhor estratégia é conversar. "Conversar muito, passar informação, mesmo que já se esteja conversando há muito tempo", completa ela.

Marilu trabalha com sangue há 22 anos, sempre buscando doadores, e enfatiza a importância de trabalhos associativos, como o do Associação Chico Viale com o HEMORGS, que atende 48 hospitais no estado. "Se o Hemocentro não tiver sangue, os hospitais fecham, porque as cirurgias não irão acontecer". Para ela o medo ainda é o maior impedimento para doar sangue e também acredita que o maior incentivo está em nós: depende da gente formar os novos doadores.

Outro grande problema é a saúde do doador. É preciso estar saudável para ser doador de sangue e por saudável entende-se não somente cuidados com o corpo, mas também com a higiene bucal, com a alimentação, com o próprio ambiente.

No Brasil pouco mais de 1% da população geral doa sangue. Se 3 ou 4% desta mesma população doasse sangue regularmente, os estoques de sangue não sofreriam alterações.

Confesso que eu sou uma medrosa, tenho pavor de agulha, mas acho que meu trabalho não terá eficiência enquanto eu não controlar este medo e doar sangue. Então prometi para mim que irei doar sangue na próxima campanha. Tirar 450ml de sangue numa coleta tem de ser menos sofrido do que acompanhar a agonia do meu irmão nos 60 e poucos dias em que ele ficou em coma.

Então vamos nos organizar para doar sangue e se cadastrar como doador de medula óssea. Tá com dúvida? Fala conosco!!!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Drica Moraes passa por transplante de medula óssea


Esta semana, os veículos de comunicação divulgaram uma boa notícia: a atriz Drica Moraes, que trabalha na Rede Globo, conseguiu um doador compatível de medula óssea. Ontem (27/06), o Fantástico fez uma reportagem sobre o assunto e destacou a facilidade de se tornar doador.
A atriz carioca Drica Moraes passou por um transplante de medula óssea na quarta-feira (23/06), no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Internada desde o último dia 14, a artista seguirá hospitalizada para monitoramento. Segundo boletim médico, Drica estava “ótima” depois do procedimento.
Drica Moraes, 40 anos, é conhecida por seu trabalho em novelas como Era Uma Vez... (1998) e séries como Decamerão – A Comédia do Sexo (2009), ambas exibidas pela RBS TV. Ela descobriu que sofria de leucemia no início deste ano. Este mês, foi internada no Albert Einstein para realizar quimioterapia. Segundo o hospital, o procedimento foi realizado sem contratempos no final da manhã e, depois do transplante, a paciente estava “ótima”.

A atriz vai ficar internada para monitoramento da reconstituição da medula óssea, provavelmente por um período mínimo de 30 dias. É um momento decisivo, conforme explica a responsável técnica pelo setor de Transplantes de Medula Óssea do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Lucia Silla.

– Quando a nova medula se instalar no organismo da paciente, pode haver uma reação muito forte. Há risco de vida – diz Lucia, lembrando que um caso bem-sucedido foi o do tenor espanhol José Carreras, que passou pelo transplante nos anos 1980 e segue em atividade, aos 63 anos.
Drica Moraes teve a sorte de encontrar um doador compatível com ela no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) – que reúne dados de 1,4 milhão de possíveis doadores cadastrados, segundo o Instituto Nacional de Câncer.

– Hoje, mais da metade dos pacientes que procuram doadores compatíveis acaba encontrando, porque o Redome tem convênio com bancos internacionais de doadores – diz Lucia. – Certamente o fato de ser uma atriz conhecida pode ter impacto positivo no aumento do número de doadores.


PARA SER DOADOR
COMO É FEITO O CADASTRAMENTO

- Para se cadastrar, basta ter entre 18 e 55 anos e boa saúde. É retirada uma pequena quantidade de sangue (10ml) e preenchida uma ficha com informações pessoais.

- O sangue será analisado para identificar as características genéticas que podem influenciar no transplante. Esses dados ficam armazenados em um sistema informatizado.

- Quando o paciente precisa de um doador, a compatibilidade é verificada com os 1,4 milhão de doadores cadastrados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Caso a compatibilidade seja confirmada, é preciso fazer outros exames de sangue. Em caso de não ser encontrada, ainda existe a possibilidade, embora com menores chances por diferenças de etnia, de o paciente buscar um doador nos bancos internacionais, onde há cerca de 12 milhões de cadastrados.

- Depois de confirmada a compatibilidade, o doador é consultado para decidir quanto à doação.

- A medula é extraída do interior de ossos da bacia, por meio de punções, e se recompõe em apenas 15 dias. Retira-se um volume de medula do doador de, no máximo, 10%.

- A retirada não causa qualquer comprometimento à saúde. Nos primeiros três dias após a doação, pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode ser amenizado com analgésicos.

- A chance de se encontrar uma medula compatível é, em média, de uma em 100 mil.

ONDE SE CADASTRAR

No Interior, o cadastramento deve ser feito nos hemocentros dos municípios. Em Porto Alegre, há três locais disponíveis:

- Banco de Sangue do Hospital de Clínicas (Rua São Manoel, 543, 2º andar). Segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Informações: (51) 3359-8504.

- Hospital Dom Vicente Scherer (Avenida Independência, 75, 7º andar). Segunda a quinta-feira, das 8h ao meio-dia e das 14h às 16h. Sextas, das 8h às 12h. Informações: (51) 3214-8670.

- Hemocentro (Avenida Bento Gonçalves, 3.722). Segunda a sexta-feira, das 8h30min às 18h. Informações: (51) 3336-2843.


Crédito da matéria e foto: reportagem Zero Hora

domingo, 18 de abril de 2010

Doadores de Medula em Novo Hamburgo, no próximo sábado!

Olá amigos!


No dia 24 de abril, sábado, haverá cadastro de doadores de medula. O evento é organizado pela ONG Galera da Medula.

Vejam mais sobre este trabalho em: www.vidaporvidas.com.br

Anote aí:

Dia 24 de abril/ sábado

Cidade: Novo Hamburgo

Local: Residencial Mundo Novo

Rua João Nunes da Silva, ao lado do Supermercado PISAGRI.

É na rua principal do Residencial Mundo Novo, na sede da Associação dos Moradores

Horário: das 9h às 17 horas

Todos estaremos fazendo parte de um grande movimento em favor da vida.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Miro e Claudia: um exemplo de vida!!




Vladimir Santos Duarte, o Miro, hoje com 38 anos e a Cláudia Santos Duarte, hoje com 26 anos, são irmãos e vivem em São Francisco de Paula, pacata cidade de interior no Rio Grande do Sul e viveram uma grande emoção. Miro precisou de um transplante de medula óssea e Cláudia era compatível. Leiam a entrevista feita com eles e inspirem-se para uma pequena grande mudança:




Dados do Procedimento Médico:Transplante alogênico realizado em dezembro de 2002.




1 - Quando que vocês ouviram falar sobre doação de medula óssea pela primeira vez?



MIRO – Ouvi falar muito vagamente na TV e jornais.
CLÁUDIA - Eu já tinha ouvido falar em doação de medula algumas vezes na escola e por meio de alguns filmes, mas nunca tinha me interessado em saber os detalhes desse procedimento.



2 - O que passou pela tua cabeça, Claudia, quando soube da possibilidade de salvar teu irmão? Pensou em dor, em reposição da medula, etc?



CLÁUDIA - Realizei os exames de compatibilidade da medula junto com os meus outros 2 irmãos e algumas semanas depois soube que a minha medula era a mais compatível com a do Miro. E a essa altura dos acontecimentos, já estava bastante empolgada com a possibilidade.Assim que tive a notícia, fui chamada no Hospital de Clínicas de POA (setembro de 2002) para uma conversa de esclarecimento com o médico que estava cuidando dessa etapa do tratamento do Miro. Nesse momento fiquei contente com o que eu faria, mas pensava muito em como seria todo o processo. Com certeza, pensei na dor, mas logo o médico me deixou tranqüila; o mesmo em relação à reposição da medula. Logo que voltei dessa consulta, tratei de me informar mais, o que foi me deixando cada vez mais consciente do que estava fazendo.



3 - Como foi a doação? Como ficou o Miro após a doação? E tu, Claudia?



MIRO – A doação foi tranqüila, sem nenhuma alteração. Há pacientes que de imediato reagem mal, mas eu não tive nenhuma reação negativa.Logo após a retirada da medula da minha irmã, imediatamente a recebi. O procedimento durou 30 minutos, por meio de um cateter, sempre com acompanhamento de uma médica e a equipe de enfermagem do Hospital de Clinicas de POA, a quem devo a minha gratidão, junto com minha irmã, família e amigos.Em todo o transplante de medula (tanto autólogo – auto-transplante, a própria medula é tratada e devolvida ao paciente, quanto o alogênico – com doador) o paciente requer um prazo de uma semana para que a medula comece a funcionar normalmente. No meu caso, isso também aconteceu. A primeira semana, após o transplante foi de cuidados, como a equipe do TMO (Transplante de Medula Óssea) recomendou.É importante ressaltar que mesmo durante o procedimento eu pude sair da cama, pois as minhas condições físicas permitiram.Após o transplante, os cuidados com meus sinais vitais, os exames periódicos e a medula recebida eram constantemente verificados. A atenção foi redobrada, mas não apresentei nenhuma reação adversa.Fiquei internado por 29 dias após o transplante e quando recebi alta, saí do hospital com uma série de medicamentos (23 por dia) e recomendações que deveria seguir a risca.
CLÁUDIA - Em dezembro, fui chamada para a doação.Durante alguns dias recebi doses de um medicamento para estimular a medula, antes da doação. A retirada da minha medula durou 4 horas, por causa da espessura das minhas veias e o meu peso que era muito baixo na época (48kg), por isso a velocidade foi lenta. Meu sangue foi retirado de um dos braços, passado por uma máquina que separava a medula óssea e em seguida, o resto do sangue era devolvido ao meu outro braço. Tudo isso muito lentamente, em virtude das razões que coloquei anteriormente. Fui informado de que uma pessoa em condições físicas melhores do que as minhas (peso maior e veias mais grossas) realizaria o processo bem mais rápido.Após as 4 horas fui levada a um quarto para me recuperar, já que tinha passado muito tempo deitada durante o procedimento e me sentia meio sonolenta (mas não houve anestesia, já que isso tudo não causou nenhuma dor). Pude caminhar normalmente após a doação e no outro dia voltei para casa, sem nenhuma recomendação médica.



4 - Vocês são cadastrados como doadores de medula óssea?



MIRO – Eu, como transplantado, não posso ser doador, mas gostaria de poder colaborar nesse sentido.
CLÁUDIA – Eu me cadastrei como doadora na coleta realizada pela Associação Chico Viale aqui em São Francisco. Quando fiz a doação da medula para o Miro meu cadastro era especialmente para ele. Agora já estou no banco de dados do REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea).



5 - Qual é o pensamento que passa na cabeça de vocês depois desta experiência? Alguma coisa a dizer para as pessoas que estão na dúvida em se cadastrarem como doadores de medula?



MIRO – Tenho agradecido a Deus por me dar a oportunidade de uma vida nova. O meu pensamento é o de valorizar mais a vida e poder ajudar outras pessoas de alguma forma, já que não posso ser doador. Sempre que possível, no Hospital de Clínicas, quando tenho consultas de rotina, converso com outros transplantados que ainda estão em recuperação, buscando encorajá-los e dividir minha experiência. Algumas vezes, aqui mesmo em São Chico, visito pessoas que passam pelos mesmos procedimentos médicos que passei, tentando tranquilizá-los.Aos que ainda tem dúvidas, em relação à doação, digo que esse é um gesto simples, como se fosse uma doação de sangue, que pode salvar uma vida.
CLÁUDIA – Cada vez mais penso que pequenos gestos como esse devem ser realizados pelo maior número possível de pessoas. Infelizmente, a maioria das pessoas só se preocupa com a doação de medula quando essa é uma necessidade emergencial, ao tratar-se de alguém muito próximo que necessita. Isso acontece, muitas vezes, em virtude da falta de informação.Aconselho a todos que pensam em se cadastrar como doadores que façam isso o mais rápido possível, porque muita gente precisa de medula óssea o mais rápido possível também. Para esses pacientes qualquer minuto vale ouro. Não podemos deixar para pensar nesse assunto quando ele estiver batendo em nossa porta.Assim que puder, cadastre-se como doador de medula óssea e, se possível, leve mais alguém com você!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Procurando um doador para o menino Luciano

A Associação Chico Viale e a Escola Marista estarão realizando cadastro para doadores de medula óssea. A idéia é ajudar a encontrar um doador compatível para o menino Luciano, que sofre de anemia aplástica e está internado na Santa Casa, em Anapólis (GO).

Luciano tem seis anos e é sobrinho de Atson Bonfá, funcionário da Rádio Clube de Canela.

O cadastro acontecerá no dia 02 de junho, terça-feira, com a equipe do Hemocentro do Rio Grande do Sul, na Escola Marista (avenida Visconde de mauá, 545), em Canela, das 9h ao meio-dia e das 13h30min às 16h. Podem participar pessoas entre 18 e 54 anos, com boa saúde e que não apresentem doença infecto- contagiosa (HIV, hepatite). É preciso levar carteira de identidade.

Pessoas interessadas em serem doadores podem agendar sua participação pelo telefone 54 3282.1151.